O futuro da Europa debatido em mais uma conferência do Casino 

Sob a inspiração crítica da Geração de 70, realiza-se esta 4.ª feira mais um das « Novas Conferências do Casino ». Frente a frente, estarão o francês Pascal Lamy e o português Vítor Bento.

Portugal e a Europa Que Futuro » é o título da conferência que decorrerá esta 4.ª feira, na Culturgest, em Lisboa, a partir das 17.00. Trata-se da terceira iniciativa incluída no ciclo « Novas Conferências do Casino » e porá em diálogo Pascal Lamy e Vítor Bento. Lamy é um conhecido político francês, que presidiu à Organização Mundial de Comércio entre 2005 e 2013, depois de ter sido Comissário Europeu na mesma área entre 1999 e 2004. Hoje, entre outros cargos, é presidente honorário do think-tank Notre Europe, sedeado em Paris, coordenador dos Institutos Jacques Delors de Paris, Berlim e Bruxelas e faz parte do grupo de conselheiros da Prague European Summit, que se dedica a pensar e a delinear estratégias para os assuntos europeus, comunitários ou não. Também nesta área, é autor de uma vasta bibliografia, em que se destacam os títulos Strange New WorldOù va le monde?Quand la France s »éveilleraThe Geneva Consensus Now for the Long Term.

O português Vítor Bento é presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB); é membro do Conselho Superior da Universidade Católica onde também é professor catedrático convidado. No passado, ocupou vários cargos executivos e não executivos em várias empresas, liderou a Direção-Geral do Tesouro, fundou e foi presidente da Agência de Gestão da Dívida (IGCP), foi diretor do Banco de Portugal e membro do Comité Monetário Europeu. Foi também membro do Conselho de Estado (2009-2016) e é autor de vários livros sobre Economia, Assuntos Europeus e Estratégia, e comentador sobre assuntos de Economia e Finanças.

Esta conversa, que tem a Europa como mote, é a terceira iniciativa do ciclo « Novas Conferências do Casino », co-organizado pelo Círculo Eça de Queiroz, Grémio Literário e Centro Nacional de Cultura, iniciado em maio deste ano. Depois das primeiras conversas, consagradas à Guerra na Ucrânia (em maio) e à Arte e Inteligência Artificial (em junho) seguir-se-ão ainda as conferências dedicadas a temas como a transição energética, os assuntos de Defesa ou a crise de confiança na informação.

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Recorde-se que, no início deste ciclo, Pedro Rebelo de Sousa, advogado e presidente do Círculo Eça de Queiroz disse ao DN que estas conferências « mais do que reflexões umbilicais, revisitando passado pretérito ou recente em catarses auto analíticas, têm como objetivo abrir o palco a intervenções e debate sobre temas mais macro, contextualizando a interação dos vários atores internacionais em particular a Europa e, nela, países como o nosso. »

Só se espera, como brincou José Sarmento na apresentação da iniciativa, que, ao contrário do que aconteceu em 1871, estas novas conferências do Casino não sejam interrompidas por intervenção policial.