O oceano é um “super-herói” na protecção contra as alterações climáticas. A COP28 vai reconhecê-lo?

O oceano é um “super-herói” na protecção contra as alterações climáticas. A COP28 vai reconhecê-lo?
Pascal Lamy, antigo líder da Organização Mundial do Comércio, admite a dificuldade em se valorizar o capital natural quando o que o sistema actual se define através de fórmulas como a do PIB.

O oceano é um “super-herói” na protecção contra as alterações climáticas. A COP28 vai reconhecê-lo?
“É uma ilusão acharmos que precisamos de explorar a natureza a este nível – não é sustentável.” As palavras da oceanógrafa Sylvia Earle, na COP28, soaram como um alerta para a necessidade de limitar o impacto destrutivo que determinadas actividades humanas têm tido no oceano, na biodiversidade, no clima – em suma, no planeta. “Não é sustentável. Temos que chegar ao ponto em que dizemos que já chega, temos que restaurar o que conseguirmos enquanto ainda há tempo”, alertou a histórica cientista norte-americana, que falava num painel sob o mote “somos todos espécies dependentes do gelo”.

O oceano é um “super-herói” na protecção contra as alterações climáticas. A COP28 vai reconhecê-lo?
No seu 9.º dia, a cimeira do clima das Nações Unidas, que acontece até 12 de Dezembro no Dubai, Emirados Árabes Unidos, dedicou-se às matérias de conservação da natureza, oceano e usos do solo (onde se inclui a desflorestação), áreas que representam pouco lucro em termos de exploração económica, e ficam por isso mais longe dos grandes anúncios da COP, como o investimento em energias renováveis.